9/28/2007

Responsabilidade Social e Ambiental

Está em discussão entre ferrenhos ambientalistas um diferente método de crescimento econômico, que tem como proposta maior preocupação com os recursos naturais e controle da alta produtividade quantitativa - característica intrínseca ao capitalismo, modelo de desenvolvimento da atualidade.

Europa e os Estados Unidos, nações que melhor representam o desenvolvimento econômico na contemporaneidade, juntamente com o 'boom' da China, ao decorrer do tempo, vêm negligenciando a discussão, que teve maior repercussão após o inevitável aquecimento do planeta.
Os países desenvolvidos acreditam que esse modelo de crescimento é inviável por serem totalmente dependente de capitais e recursos estrangeiros, que ficariam mais restritos com a mudança econômica. Prova disso é o protecionismo dos países ricos aos diálogos. Não querem investir em política ambiental e esquecem que enquanto isso mais gases vão sendo emitidos à atmosfera.
Relatórios e mais relatórios do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) vão sendo feitos, mas não adianta: o homem não consegue adaptar-se às mudanças drásticas que devem ser feitas no momento, para de que o problema retroceda.
Tendo conhecimento que um dia o petróleo e a água irão acabar, os ambientalistas acreditam que conservando recursos que podem ser nefastos para o aquecimento, como a excessiva extração de combustíveis fósseis, a diminuição do uso de produtos nucleares e outros meios que um dia possam escassear ou emitir danosos gases.
Em um mundo onde é impossível viver sem celulares, internet, carros a gasolina, muito provável que essa discussão não avance, uma vez que grande parte dessa dependência teria que ser restringida. A tecnologia nos seduziu tanto, que agora é difícil largar.
Já que politicamente é quase impossível de haver uma conscientização coletiva, cabe aos verdadeiros preocupados com a situação esperar que o ser humano coloque a mão na cabeça e faça por si mesmo a sua parte, tentando consumir menos e preservar mais. Sérá isso possível?

Segundo Tiago Ferreira o mundo vem seguindo com um panorama de preocupação entre toda opinião pública e faz com que líderes mundias, potencias economicas e países emergentes comecem a pensar no futuro, como uma responsabilidade moral da consciência ética mundial de todos os povos, independe da região. Porque o resultado vem já aparecendo e a natureza não quer saber quem foi que soltou gases na atmosfera.

À medida que o lixo se foi amontoando nas lixeiras, as florestas foram desaparecendo e o ar se foi tornando cada vez mais irrespirável, ganhou força uma "revolução" destinada a travar a utilização incorrecta dos recursos.

A Responsabilidade ambiental e social tornou-se "preocupação" na opinião pública mundial, proliferaram decretos e foram adaptadas algumas directivas europeias.A consciência e as preocupações ambientais do consumidor começaram a ser mais visíveis.

Numa tentativa de se protegerem e protegerem o Planeta, os consumidores tendem a liderar uma nova tendência denominada de "consumismo ambiental", que defende a compra de produtos verdes em detrimento dos produtos convencionais. Consequentemente, as empresas começaram a responder com mais consistência a esta tendência, procurando atender às necessidades dos seus clientes através da oferta de produtos mais saudáveis e estabelecendo-se como "amigas do ambiente".

Nesta "nova" era do marketing, os produtos passam a ser avaliados com base, não apenas, no desempenho ou no preço, mas também tendo em conta a responsabilidade social dos produtores. O conceito de "valor" passa a incluir a salubridade do produto e da embalagem, e a imagem de qualidade passa, pois, a estar associada ao impacto ambiental.Assim, o marketing ambiental deverá ser assimilado pelas empresas como uma ferramenta estratégica.
A perspectiva de aumentar a quota de mercado é apenas um dos inúmeros benefícios potenciais que a sua prática pode trazer. Os gestores de marketing constataram que o desenvolvimento de produtos e processos de produção mais saudáveis ecologicamente, não só fornecem a oportunidade para fazer correctamente as coisas, como podem contribuir para uma melhor imagem corporativa e da marca, economizar recursos financeiros e abrir novos mercados.Actualmente as empresas vêem-se confrontadas com a necessidade de dar uma resposta rápida face aos novos interesses ambientais dos consumidores.
Nos EUA, muitos profissionais de marketing, sobretudo os das indústrias de produtos químicos, petrolíferas e de produtos de limpeza doméstica, já se aperceberam desta realidade. Desenvolveram estratégias de comunicação agressivas e estabeleceram sistemas administrativos para garantir que a sua oferta seguia as normas regulamentadoras e os interesses dos consumidores. Outras empresas, pelo contrário, têm sido lentas numa resposta, alegando que o consumo ambiental "não passa de uma moda".Também na Europa, as empresas têm vindo a adoptar uma postura mais verde. Por exemplo, em países como a Alemanha, Suíça, Itália, França, Holanda e Reino Unido, onde desde há muito tempo que os resíduos sólidos são uma questão crítica, foram criados programas de redução e separação de lixos. Por sua vez, os Japoneses poderão surgir como líderes em tecnologia ambiental neste século, uma vez que criaram tecnologias avançadas de prevenção da poluição e conservação de energia.

Conclui-se assim, que as empresas que não ofereçam ao mercado produtos mais seguros e saudáveis, arriscar-se-ão a perder alguma credibilidade juntos dos consumidores mais preocupados com as questões ambientais. Por outro lado, as organizações que forem responsáveis socialmente e que utilizem estratégias de marketing ambiental poderão tirar proveito das inúmeras oportunidades apresentadas pelo consumismo responsável e obter maiores vantagens competitivas. Portanto, esta deverá ser uma tendência (e não uma moda) cada vez mais seguida, e que poderá marcar a diferença entre as empresas!
Direto do Conteúdo e de Portugal. Por Tiago Ferreira e Arminda do Paço.



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