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11/07/2007

Imagem do fazer o bem.




Muitas pessoas hoje pensam que as ongs direcionam toda (ou boa parte) da verba cedida pelos doadores, voluntários ou patrocinadores diretamente para ações sociais no Brasil. Seria o certo, mas boa parte desse dinheiro é destinada a campanhas, propagandas, funcionários, custos e mais custos que mantém a imagem perante aos colaboradores que sustentam todas organizações. O que acontece é o seguinte: elas se preocupam muito mais com a imagem que é estabelecida, do trabalho exercido de uma ong com a sociedade, para os patrocinadores, voluntários e doadores do que com as próprias crianças de rua, famílias necessitadas e o meio ambiente.
Se todo dinheiro arrecadado, que é gasto com a manutenção da imagem e das ongs fosse diretamente para as crianças de rua, poderiam financiar os estudos de uma delas, do fundamental até a faculdade, em ensino particular de qualidade.
Daí saem as questões: deixa-se de investir nas propagandas, na imagem das ongs, dos patrocinadores, de muitos marketeiros que são responsáveis por isso, de cargos como uma diretoria de uma organização não governamental que obtém um salário de R$10.000,00, fora os empregos diretos e indiretos? Não. Senão não existiriam ongs nem patrocinadores.

No filme “Quando vale ou é por quilo?” dirigido pelo Sérgio Luis Bianchi, mostra muito bem esses projetos por uma história crítica e ao mesmo tempo viajada. É bem um estilo filme “alternativo”, com algumas cenas trashs e bads, mais segue com participações especiais de ótimos atores como: Lázaro Ramos, Ariclê Perez, Zezé Motta, Antônio Abujamra, Ênio Gonçalves, Clara Carvalho, Noemi Marinho, Caio Blat, José Rubens Chacá e outros.

Vale a pena conferir.

Ah! O filme também tem vários patrocinadores: Patrobras, BNDES, Santander, Correios, Nossa Caixa...

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