10/10/2009

INOVE, AGORA PAGA-SE BEM...


Twitter, mídias socias, a era do 3G e a ascensão do crowdtelligence (inteligência de mercado focado no uso das massas) têm sempre grande impacto na nossa forma de "fazer" marcas, e a maneira que as marcas, por sua vez, fazem negócios.

Anos depois da criação dos serviços de blogging, a primeira onda de blogs corporativos inunda a web e agora, em 2009, parece que o setor começa a acertar o passo. Empresas como a Coca-Cola, Marriott e Kodak recentemente recrutaram blogueiros-chefe, com ou sem o título real de CBO (chief blogging office) para contar suas histórias e envolver os consumidores.

Hoje, pouco mais de 11% das empresas citadas na Fortune 500 têm blog corporativo, de acordo com o relatório SocialText, e apenas uma quantidade mínima tem um blogueiro-chefe designado para a tarefa. O número de blogs corporativos cresceu lentamente e constantemente desde o final de 2005, quando apenas 4% das empresas tinham qualquer tipo de blog.

O período de “Temos que fazer isso também” passou e agora as pessoas estão avaliando os blogs como ferramentas e cada vez mais os blogs estão se popularizando porque as empresas estão percebendo sua real utilidade. Existem hoje em torno de 60 blogs corporativos entre as empresas da Fortune 500 e poucas utilizem o título sedutor de blogueiro-chefe. Eu acredito que o título pouco importa, já que o essencial é a voz da marca. O que não dá é achar que o estagiário de RH deve fazer isso, aí já é demais.

Ninguém está dizendo que um blog porta-voz é necessário para todas as marcas, mas muitas empresas usam blogs por razões diferentes, como humanizar a empresa (Microsoft), tornar a empresa mais aberta (Dell) ou ter mais contato com seus clientes (Lancôme), mas está mais do que claro que o consumidor já está na web falando tudo o que pensa sobre as marcas que lida todos os dias.

Mas se a empresa resolver começar agora, depois de ler esse post, saiba que não é esse o jeito certo de iniciar a vida blogueira da sua empresa. Diretores de inovação e mídias sociais já pregam que primeiro é necessário ler o que já escreveram sobre sua marca, depois comentar sobre o que seus clientes escrevem e por fim começar a escrever um blog de fato.

Há muitos anos as empresas querem manter mais contato com seus clientes e depois dos eventos caríssimos e dos call-centers inúteis, os blogs parecem ser a forma mais fácil disso acontecer. O trabalho parece fácil, mas não é, porque quando de fato se chega às mídias sociais é que se descobre que os números são na verdade pessoas e pessoas que elogiam e criticam.

32% dos consumidores avaliam negativamente a marca se torna 12.000 pessoas na comunidade “Eu odeio Nike Shox” do Orkut. 62% dos usuários sem sinal 3G nos Estados Unidos se torna um Trending Topic do Twitter com 14.000 tweets sobre “A falha do sistema dos celulares Sidekick”.

Encarar a inovação é sempre difícil, as empresas odeiam inovar, porque exige mais trabalho, exige mudança, mas o que não dá é continuar achando que mídias sociais são apenas válvulas de escape de pessoas desocupadas e fúteis.
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