2/26/2010

O que perdermos com essa velocidade?

Hoje me deparei com essa imagem abaixo. E ao invés de ir procurar sua veracidade, sua história e sua real fonte, parei e comecei a lembrar de 1998, o último ano que mandei uma carta pessoal, fui buscar uma informação na Barsa e iniciei uma pesquisa escolar com lápis e papel na Biblioteca Municipal.


Hoje, 12 anos depois e milhares de gadgets a mais me vejo fazendo as mesmas coisas, só que agora elas se chamam Scraps, Search e Google Scholar.

Longe de mim ser saudosista, está aí uma coisa que nunca fui e acredito que nunca serei, vide minha profissão, mas começo a pensar nos efeitos da tecnologia informacional e da comunicação sobre as novas gerações que estão crescendo com a premissa de que NATUREZA=TECNOLOGIA e TECNOLOGIA=NATUREZA.

Hoje mesmo joguei um tema que estava sedento por conhecer melhor no Google e mesmo com 423.000 resultados em 0,20 segundos fiquei estupidamente insatisfeito com o que encontrei. Talvez se tivesse tirado uma tarde e ido a biblioteca fazer a mesma pesquisa provavelmente acharia muito menos, mas dentro do proposto até que seria aceitável.

O maior problema hoje na Era Google, na minha opinião, é saber que o máximo já não é o suficiente e isso pode causar uma certa angústia e frustração que prefiro deixar para os psicólogos analisarem.

Pra que mandar uma carta se posso mandar 300 scraps? Pra que consultar a Barsa se posso achar 423.000 fontes sobre um mesmo assunto? Pra que ir a Biblioteca se tenho o maior acervo da história a um click?

Se ainda existisse o serviço do Google via correios eu iria mandar o tema que pesquisei para eles. Demoraria 30 dias para a resposta, mas talvez não ficaria tão insatisfeito com o resultado devido as circunstâncias propostas.

Imagem: DullHunk
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