9/14/2017

O que os investidores do Vale do Silício foram fazer no Burning Man?

Jim Urquhart / Reuters
A cidade que surge no meio do deserto por praticamente duas semanas, sendo 7 dias de "evento" oficial, oferece muito mais do que as mídias tradicionais dizem, e pessoas que, nunca estiveram lá, relatam em seus posts sensacionalistas.

Diferente de um festival de música padrão, o Burning Man é o maior encontro de contracultura do mundo. O que significa que lá, você não encontrará obras de arte tradicionais, que já tenha visto por aí. Além de muita música, carro-arte e festas, a cidade oferece atividades voltadas para todos os grupos e idades.

São aulas, workshops e atividades que proporcionam a interação entre os participantes no intuito de criarem algo novo para solucionar problemas que vão além do deserto de Black Rock.

Um dos exemplos, é o Shiftpod. Uma barraca que foi criada por um acampamento de burners e que, hoje, serve de abrigo para grupos de refugiados de guerras.



E além das criações artísticas e projetos que saem destes acampamentos, o que realmente levam em conta, é a atitude das pessoas no deserto.

O Burning Man é um festival guiado por 10 princípios que, ao serem seguidos, fazem tudo ter mais sentido. Tranformando o encontro um lugar mágico e cheio de "coincidências":

1 – Auto Expressão Radical: Liberdade para ser você mesmo.

2 – Auto Confiança | Auto Responsabilidade – você é responsável por você mesmo, mentalmente e fisicamente.

3 – De-comoditização– esqueça do dinheiro – não tem nada para comprar

4 – Não Deixe Rastros: De pó ao pó, deixe apenas pegadas

5 – Participação: Se envolva. Burning Man é o que fazemos.

6 – Inclusão Radical: Todos são bem vindos.

7 – Presentear: Oferecemos o nosso tempo e esforço livremente.

8 – Co-operação: Juntos somos mais fortes

9 – Comunidade: Uma família de indivíduos, nós cuidamos uns dos outros.

10 – Imediatismo: Faça o agora valer / esteja aqui agora.

Com base nestes princípios, as pessoas seguem para o deserto com toda a preparação para acampar e viver em comunidade por 7 dias ou mais.

O período anterior ao evento oficial, serve para que pessoas engajadas possam chegar mais cedo e começar a construir os acampamentos, que geralmente oferecem: comida, bebida, serviços como oficina de bicicletas, lavagem de cabelo, aulas de yoga, bitcoin, empreendedorismo social e até uma Sillicon Village.
Raising the Man - Shalaco
Muitos sites disseram que funcionários de grandes empresas do Vale do Silício vão para este encontro pela festa e pelo glamour - o que não é verdade. Eles fazem parte desta comunidade pela construção de algo muito maior do que vestir uma fantasia e mostrar o corpo escultural, como se vê na maioria dos posts.

É na hora da construção, que se encontram os talentos. Líderes, gestores de projetos, comunicadores, criativos e os mais diversos atributos que os investidores procuram em pessoas que vivem em um ambiente hostil, de altas temperaturas durante o dia, tempestade que te deixa sujo e sem acesso a internet.

As conversas no Burning Man vão muito além do "o que você faz da vida?". É natural começar uma conversa dentro de uma instalação artística, debatendo o conceito da obra, sobre o quê o artista pensou, nas emoções que ela passa, sobre o ambiente ou sobre as constelações em uma noite de céu estrelado. E por mais que alguém comece puxando o gatilho do "quem é você lá fora", eles serão bem superficiais na resposta.

"Sou designer", "Sou carpinteiro", "Tenho um negócio na cidade". Descrições vagas não dirão que são design thinkers, engenheiros e empreendedores de empresas multimilionárias. Até porque, em Block Rock City, o dinheiro e quem você é "lá fora" não conta. Mas sim, a sua atitude.

E é à partir destas interações que eles encontram os talentos, no quão engajados são aqueles que se colocam à disposição para colaborar, de forma livre e espontânea, seja no planejamento (meses antes do evento), na construção, no durante e/ou depois que o evento acaba.

Amazon, Google, Apple, Facebook, Tesla, SpaceX e diversas companhias contaram - e ainda contam - com a presença de seus CEOs e funcionários no Burning Man. Mas além deles, também estão presentes, em grande parte, donos de outras empresas não só dos Estados Unidos, mas do mundo inteiro.

Larry Page, Elon Musk, Jeff Bezos, Mark Zuckerberg and Sergey Brin.
Jeff Chiu/Associated Press, Robyn Beck/Agence France-Presse — Getty Images, Rick Wilking/Reuters, David Ramos/Getty Images, Robert Galbraith/Reuters
Enquanto escrevo este post, um dos meus amigos, grande colaborador do Burning Man, está em Nova Iorque, na ONU, lançando um projeto super bacana com investidores da Arábia Saudita - todos burners que se juntaram por estas interações.

Eu poderia colocar diversos exemplos aqui, citando nomes, de pessoas que estam criando coisas bacanas neste momento. Mas pelo pedido de anonimato deles (inclusive, de vários que acamparam comigo este ano) não irei dar nome aos bois.

Se você já teve algum preconceito sobre o Burning Man e quer saber mais sobre o que é esse negócio, escrevi outro post essa semana (bem longo) sobre a experiência social que ele proporciona - confira aqui.

Se você é um burner e acha que o Vale do Silício está destruindo o Burning Man, é melhor repensar sobre isso e acampar com essas pessoas. Somente assim para ver, com os próprios olhos, que eles constroem e participam muito mais do que muito artista e modelo que vai para Black Rock City pra postar foto no instagram.

Eles naão postam fotos dizendo que estiveram lá.

Por fim, o que vale de aprendizado, é que o engajamento anônimo e voluntário em grupos onde não existem rótulos, como o Burning Man, possibilita um experimento mais valioso do que um longo processo de contratação de 5 meses, ou uma rodada de investimento de startups para descobrir talentos de verdade - sejam eles funcionários, parceiros ou sócios de negócios inovadores.

*Links que consultei para escrever este post, sobre a "invasão" do Vale do Silício no Burning Man:

- A Line Is Drawn in the Desert - https://www.nytimes.com/2014/08/21/fashion/at-burning-man-the-tech-elite-one-up-one-another.html
- Here's why Google went to Burning Man to find its next CEO - http://www.businessinsider.com/google-larry-page-sergey-brin-eric-schmidt-burning-man-stealing-fire-flow-state-2017-4
- From Silicon Valley to Black Rock City: The link between Burning Man and the West Coast aristocracy - http://www.rawstory.com/2015/09/from-silicon-valley-to-black-rock-city-the-link-between-burning-man-and-the-west-coast-aristocracy/
- From Tech Insider: Silicon Valley loves Burning Man and these tech executives are no exception - https://www.computermagazine.com/silicon-valley-loves-burning-man-and-these-tech-executives-are-no-exception/
- Sillicon Village Burners - http://siliconvillageburners.org/

9/13/2017

10 anos de blog!


Escrevemos para relatar aqueles insights que encontramos durante os nossos estudos, pesquisas, discussões e todo tipo de informação que se chega e fica rodeando a nossa cabeça.

A gente não tem ideia de quem irá ler o texto, ou quiça se alguém irá ler. Mas só de escrever, já faz um bem danado. É como se o nosso cérebro entendesse que estamos, pelo exercício da escrita, tirando pra fora tudo aquilo que nos consome.

Em 2007 comecei o blog MKTfocus neste sentido, por começar a minha carreira na área e por poder publicar textos e fragmentos de trabalhos acadêmicos ou estudos aleatórios. Já amava escrever no papel, tinha Fotolog e HPG (Home Page Grátis, na época). Mas o MKTfocus foi um projeto pessoal mantido com muito carinho. Como se fosse um diário do Doug Funnie, só que profissional.

Nestes anos todos, com a parceria do meu amigo que muito escreveu aqui, Fernando Dantas, e outros amigos que também colaboraram com seus artigos sobre marketing e comunicação, o blog atingiu milhões de views, posts impressos e entregues, na folha mesmo, em aulas de marketing na universidade.

Chegamos a receber brindes de empresas que nos enviaram, para que falássemos do backstage da estratégia, conceito e ação de marketing deles.

Um jornalista do New York Times usou o nosso blog, de um texto do Fernando, como referência para falar da rua Augusta, que na época, se tornou um caldeirão cultural que ditava muitas tendências sobre o público jovem na America Latina.

Em nenhum momento colocamos anúncios, nem parcerias que limitassem o visual do blog. Nem botões de contagem, compartilhamento e views que mostrassem o quão "famosos"poderíamos ser. Nunca gastamos com anúncios, Facebook marketing, SEO, etc. Até porque  nunca foi o foco.

Nos ultimos anos, focamos em escrever em outros lugares além do MKTfocus.

Uma vez escutei, em uma palestra, que "o sucesso está no processo, e não no resultado final". E se for pra ser feliz com algo que foi realizado, foi com as centenas (talvez milhares) de reações que recebemos nestes anos todos dos leitores e amigos. E isso já dá um tesão danado pra continuar escrevendo sobre o que vem pela frente. Não só aqui, mas nos mais diversos blogs sobre E-commerce, marketing, comportamento, livros e sites da vida.

Se você quiser ler sobre outros assuntos - que não sejam sobre mercado, inovação, etc - você pode seguir meu blog pessoal. Onde escrevo um pouco sobre tudo.

Também vários textos espalhados po aí. Muitos no blog da empresa no Brasil (https://laboratoriumbr.wordpress.com/author/gustavosanti/) outros no E-Commerce Brasil (https://www.ecommercebrasil.com.br/eblog/author/gustavo/) e vários no Facebook.

Não podemos criar expectativas, mas o desejo e a esperança é algo muito importante na vida de alguém que queira seguir em frente. Só espero que tenhamos novos modelos neste sistema em que vivemos, com mais inovação (de verdade, não essa da boca pra fora), economia criativa, colaborativa e que permita que mais pessoas possam fazer parte do "mercado", oferecendo produtos e serviços de acordo com a necessidade das pessoas.

Enfim, pra fechar, espero poder voltar mais vezes aqui. Com inspiração e boas notícias pra compartilhar, com quem quer se seja aquele que esteja lendo o MKTfocus. Obrigado!


9/12/2017

O que as fotos e vídeos não te contam sobre o Burning Man

O "glamour" do maior encontro de contracultura do mundo acaba escondendo os princípios do Burning Man

Foto: Stevie Galaxy
Existe um lado do Burning Man que muita gente não vê, que muitas fotos e vídeos postadas depois do encontro não mostram. A maioria dos artigos e comentários que vejo são - adivinhem? - de pessoas que nunca estiveram lá. O que acaba sendo um grande desserviço para quem vai pela primeira vez, achando que é um festival comum, de sexo, drogas e música eletrônica. Por isso, ainda com as mãos sujas da poeira branca (sim, ainda estou limpando as tralhas para o próximo ano), decidi escrever este post para que a mágica da cidade, que surge no meio do deserto por duas semanas, sendo uma de "evento" oficial, não se perca com a banalização do man.

PREPARAÇÃO

Este não é um evento onde você compra o ticket 3 dias antes de começar e vai com a expectativa de que irá encontrar alguma estrutura esperando por você. Exige planejamento, com meses de antecedência. É claro que tem gente, com mais poder financeiro, que consegue ir em cima da hora. E mesmo assim acabam chegando despreparados - sem ler o guia de sobrevivência, sem o equipamento necessário para acampar, pra sobreviver às dificuldades do deserto e sem saber como se envolver nas atividades da comunidade, sejam eventos sociais ou como voluntário.

Os tickets são vendidos online em vários "lotes": o primeiro (mais caro) que é uma "pré-venda" onde parte do dinheiro vai para investimento em artes; o segundo que é para grupos; o terceiro, main sale, onde os tickets na sua maioria esgotam em poucos minutos. Por isso é preciso reservar este dia pra ficar na frente do computador e conseguir comprar no minuto exato da abertura no site. Em quarto, o low income tickets, onde exige o preenchimento e aplicaçaão de um formulário e assim por diante.

Burning Man 2017 Ticket Information

Depois do ticket, é só alegria: comprar tudo aquilo que você precisa - existem diversos check lists de coisas que você irá precisar levar - e ser criativo: pensar em formas de presentear as pessoas na Playa, seja com coisas materiais ou atividades de interação. Reservar RV ou carro, ticket do ônibus (existe o Burner Express que leva as pessoas de algumas cidades nos EUA direto para Black Rock City) passagem aérea, hospedagem, organizar as férias, etc. Tudo isso quem tem que fazer é você mesmo. Ninguém da comunidade brasileira, das páginas no Facebook (como a do Burning Man Brasil) de qualquer burner é obrigado a tirar as suas dúvidas sobre essas tarefas - não leve para o lado pessoal.

RUMO A BLACK ROCK CITY



Se você não for de avião (O Burner Express também oferece voos até BRC, que possui um aeroporto dentro da cidade) se prepare para uma longa jornada, com muita paciência.

Além de horas na estrada rumo ao deserto, quando se chega na última rodovia antes de pegar aquela poeira toda, já espere encarar uma fila densa. Pode demorar de 2 até 5 horas (normalmente) até você conseguir atravessar o portão. São 70 mil pessoas chegando ao mesmo tempo em uma velocidade super reduzida (pra evitar subir mais poeira).

Existem relatos de gente que ficou mais de 20 horas, devido a chuva, que quando toca a poeira, ninguém pode se movimentar. Ônibus, caminhões, carros, bicicletas e até pessoas andando a pé ficam atoladas na poeira alcalina que, com a água, gruda de uma forma que impossibilita a locomoção. Por isso é preciso estar preparado, com um galão extra de combustível, muita música e fácil acesso a comida dentro do veículo.

LIBERDADE PARA SER VOCÊ MESMO

Na semana seguinte da queima do homem, é normal ver fotos e vídeos de pessoas posando em seus trajes-fantasia, com aquele toque único. E diferente dos festivais tradicionais de música, as roupas que, muitas vezes se tornam arte, trazem uma mensagem e possibilitam a interação com o outro e descoberta de si mesmo. Pouco se fala que por trás destes apetrechos visuais todos, existe um princípio forte (dos 10 que o Burning Man sugere aos participantes), que é o da Auto Expressão Radical.

Ficar bonito, descolado, numa mistura hippie ~mais pra hipster~ com chapéu cartola e óculos steampunks para parecer cool, é tão mainstream que pode se perder a ideia de ser aquilo que você, muitas vezes, não pode ser na sociedade pelos julgamentos diários que o rodeiam. Não tem problema se você vestir qualquer chapéu, desde que proteja a sua cabeça do sol e da poeira (que destrói os cabelos). O que vale mais é a sua atitude: abraçar as pessoas, fazer elogios sinceros, participar, expressar seus sentimentos e emoções - por mais que eles não sejam puro amor. Se vestir (ou não) como você sempre quis, diferente do "normal", faz você viver aquele personagem dos seus sonhos diários, oprimidos pelas normas de um mundo padrão.

Mulheres aproveitam o não julgamento da cidade para serem livres de verdade. Muitas delas, que levam a sério o princípio da expressão radical, ficam tão confiantes e donas de si que são mais fortes e capazes do que muitos homens presentes ali. Não se importam em se aventurar de bicicleta sem hora para voltar e se "perderem", sozinhas, por dois ou três dias, até poder se encontrar no acampamento chamado de "casa", naquele relógio mágico que marca o endereço das ruas da cidade. Tomam decisões, atuam como lideres, construturas, motoristas e vivem cheias de atitude.

Foto: Nicola Bailey
Homens, que deixam em casa todos os preconceitos para serem eles mesmos, vestem saias, botas, se maquiam ou não vestem nada, deixando, por muitas vezes, o pouco (ou muito) do lado feminino e sensível aflorar na Playa - sensível no sentido de sentir, absorver o que te rodeia. Isso porque já vivem, boa parte do ano, entre grupos machistas/hetero normativos onde expressar os sentimentos é coisa de viado. No Burning Man você pode desmunhecar à vontade, ser aquilo que você sempre quis ser mas não podia ou teve coragem - e continuar sendo hétero. Você pode se expressar como quiser. Ninguém irá te julgar por isso (a não ser que ele não seja um true burner). Pelo contrário: receberá elogios e isso mudará em muito a sua atitude e percepção das coisas no decorrer dos dias.

TRUE BURNERS - BURNERS DE VERDADE

É claro que existe aquela parcela da cidade (digamos 10% do todo) que vai no intuito de alimentar o próprio ego, pagar de gatinho, se vestir para fazer books fotográficos e participar de todas as festas com DJs e pessoas famosas, sem ajudar, EM NADA, na construção da cidade ou em alguma atividade durante a semana. Tem MUITA gente rica e famosa que vai para Burning Man, e isso atrai gente pobre (de espírito) interesseira. Jatinhos entram e saem do aeroporto de Black Rock City o tempo todo. E a maioria dessas pessoas, na real, fazem MUITO mais pela cidade, de forma anônima e colaborativa do que os expectadores. Só que a diferença é que todos se misturam naquele ambiente hostil e sem dinheiro, que fica difícil colocar rótulos e separar quem é quem.

É preciso levar aquelas luvas grossas de trabalho. Estar preparado pra carregar madeira, caixas pesadas, pegar em ferro quente do sol - que pode queimar e destruir as suas mãos - tudo em prol da construção do seu camp, de uma arte, de uma simples sombra pra comunidade.

Foto: Burning Man Journal - Raising the Man 
As conversas no Burning Man vão além do "o que você faz da vida?", "onde você mora?", "onde você se formou". É natural conhecer alguém em uma instalação artística e discutir o conceito da obra, falar das emoções que se sente, da percepção do local e até mesmo das constelações durante uma noite de céu estrelado. Aqueles que estão interessados em saber quem você é "lá fora", curtem menos o momento, o sonho, a mágica de Black Rock City. Porque querem mesmo é fazer networking/contatos para manter a sua sobrevivência do mundo dos interesses financeiros, ao invés de fazer conexões, criar círculos de amizade sinceras que conectam o coração.

De qualquer forma, prefiro dizer "não sei" do que julgar quem vive na base dos contatos com gente "poderosa" sem ver se eles estão construindo algo, ou não. Fazer contatos e ir neste intuito não tem problema nenhum, desde que colabore de alguma forma e não tire proveito passando por cima da construção e suor daqueles que estão realmente envolvidos na coisa toda.
*Existe um post antigo sobre isso onde a galera discute o que é "ser um burner" aqui.

NÃO EXISTE DINHEIRO - VOCÊ NÃO PEGA A SUA CARTEIRA

Um dos princípios que faz a cidade ser o que é, é o da decomoditização - não existe dinheiro, nem troca. Só se compra gelo e café no center camp (seu acampamento vai precisar de gelo, todos os dias). O que faz a cidade ser um exemplo de economia criativa, compartilhada, colaborativa, por mais que se gaste um valor razoável na preparação.

Você pode ir de RV (motor home) e estacionar em um camp aberto somente para RVs, sem pagar nada. Ou, como a maioria, fazer parte de um camp temático, onde as pessoas dividem os custos dos materiais necessários para a estrutura, armazenamento e transporte de tudo (sombras, chuveiros, cozinha, etc). Geralmente o custo fica de 150 a 400 dolares, dependendo do que o camp vai oferecer.

David Lawson - Camp que oferece ovos para os participantes
Porém, ignorando completamente este princípio, existem camps chamados Plug and Play - são grupos que funcionam como concierges - agências de viagens. Você paga um valor X (alguns chegam a 20 mil dólares) e eles agilizam toda a estrutura necessária: Motor Home, sombra, ar condicionado, chuveiro, cozinha com buffet, refeições à vontade e gente trabalhando (cozinhando, trocando o lixo, pegando gelo, etc) pra você - ao invés de você mesmo fazer, colaborar, de uma forma organizada e dividida, entre os membros do seu acampamento. O que é totalmente contra o princípio de participação e decomoditização do Burning Man.

Em 2016 teve uma galera que ficou revoltada com um desses acampamentos luxuosos e foi lá vandalizar, já que eles não abriam o espaço para todos os participantes, faziam cara feia quando alguem desconhecido entrava e recebiam só gente famosa com tudo de bom e do melhor - leia o que aconteceu nesta matéria.

PARTICIPAÇÃO - NÃO EXISTEM EXPECTADORES

O Burning Man é um lugar mágico. E para que a mágica aconteça, é preciso participar, fazer parte dessa construção - por mais cansativo que seja. A organização oferece passes para aqueles que precisam chegar mais cedo para ajudar na montagem - se chamam early passes. E ver a cidade surgir, do zero, é uma experiência única. Todo mundo se ajuda, constrói durante o dia todo e aproveita as noites para interagir e descansar.

Não é a equipe da empresa Burning Man que constrói tudo. A organização do evento oferece um "quadro em branco", marcando os perímetros das ruas, da playa, a segurança (que também é voluntária), os banheiros químicos, a posição das artes e dos camps. Quem constrói, de verdade, são as pessoas. Gente como você, que pagaram o valor do ingresso inteiro para estar ali. Planejam com meses de antecedência, chegam 3 dias mais cedo, vão embora 3 ou mais dias mais tarde, ficam debaixo de sol forte pra montar as sombras, cozinhas, chuveiros, barracas, yurts, instalações de arte e tudo aquilo que se vê nos camps que oferecem algo para a cidade.

Daí se tem a falsa sensação de que "tudo aqui é de graça". Sendo que, na real, todo mundo oferece algo e colaborou de alguma forma.

Thunderdome - Acervo Web
E fazer parte deste time de montagem e desmontagem é uma causa positiva muito forte. Parece que quando o evento começa, você já está conectado com a cidade e o deserto. Dá muito mais valor nos outros camps e aproveita as oportunidades, diferente daquele que pagou o ticket e chega como expectador, curte, e vai embora sem levar ao menos um saco de lixo. Você participa mais, interage, se entrega.

E aí que a mágica acontece: você encontra amigos na hora certa, art cars no meio do deserto que te levam para festas incríveis, comida quando sente fome, bebida quando está com sede, aulas e workshops do seu interesse no momento exato de início. São experiências que parecem coincidências, mas que na realidade é a cidade te dando de volta aquilo que você mesmo ofereceu desde o começo.

O CUIDADO COM A PLAYA, COM A COMUNIDADE

True Burners - Burners de verdade - carregam um zip lock (saquinho de plástico) dentro da bolsa durante as aventuras na Playa, pra guardar o lixo que produzem e encontram no caminho. Quando se vê alguém fazendo algo errado (sem iluminação no corpo, deixando cair lixo no chão, sendo imprudente de alguma maneira) se expressam, tomam conta do outro. O que é diferente de chamar a atenção ou dar lição de moral.

É preciso entender isso como um carinho, cuidado do outro com você e com a Playa, e não levar isso para o lado pessoal. As pessoas realmente se importam com a bem-estar de todos e do local. Você não verá latas de lixo no meio do deserto, ninguém é obrigado a lavar a sua louça. Terá que carregar a sua caneca e a sua tigela/pote se quiser comer. Não existem copos, pratos e talheres descartáveis. Não é permitido usar drones sem uma permissão e nem tirar fotos/filmar gente pelada sem autorização.

Bicicletas abandonadas - Tom Stahl

Sair para explorar a Playa de bicicleta é correr o risco de encontrar um carro-arte e poder subir em cima dele. Pra isso, é bom colocar um cadeado na bicicleta e voltar pra pegar no outro dia. Mas nunca deixá-la em qualquer lugar, abandonada, porque isso atrasa - e muito - a vida daqueles que ficam após o final do evento recolhendo as bicicletas esquecidas na cidade.

E não são pessoas pagas pra fazer isso, são voluntários.

A água que você escova os dentes e toma banho, deve ser depositada em um barril, que fica no sol durante o dia todo para evaporar. E será o seu camp o responsável por levar esse barril para lavar e guardar/trocar para o próximo ano.

ACOMODAÇÃO - DA SOBREVIVÊNCIA AO LUXO

Se vê muitos posts de RVs (Motor Home/Trailers) nas redes sociais. O que é, realmente, um luxo. Sendo que o preço do aluguel de um RV (dos mais simples) para o Burning Man sai em torno de U$ 5.000,00 / 10 dias para 2 pessoas.

O que não é a realidade da maioria, que ficam em Yurts (veja os modelos aqui), barracas de lona ou de Nylon (que se transformam em um forno após as 8am). Por este motivo, muitos camps montam sombras para que as pessoam possam colocar as suas barracas e aguentar o sol da manhã, garantindo algumas horas a mais de sono por dia.

Uma boa ideia é aproveitar a sombra dos containers e RVs estacionados no camp em uma posição que gere proteção todas as manhãs, podendo colocar uma ou duas barracas do lado oposto. Isso ajuda, em MUITO, na hora que o sol nasce (umas 6am) até umas 10am.

Foto: George Dvorsky
Ter um gerador para o ar condicionado dentro dos Yurts e alguns modelos de barracas, como o Shiftpod - projeto que saiu do burning man para ajudar refugiados de guerras - é uma maravilha e ajuda demais a manter a temperatura do lado de dentro depois das 10h da manhã.

Mas como disse: é luxo, dá pra sobreviver sem. E na questão de privacidade, o RV ou uma barraca de 6 pessoas para 1 ou duas, pode ser a melhor opção. Terão momentos em que você vai querer ficar sozinho, descansar, namorar, curtir o seu tempo em paz. E por isso é sempre bom ter uma barraca, por mais que você divida um RV com alguém.

SÓ TEM GENTE JOVEM, MAGRA, BRANCA e RICA - MENTIRA

É verdade que a maioria das pessoas são brancas, mas não é verdade que a cidade é composta apenas por pessoas brancas. Você vai encontrar pessoas de diversas nacionalidades, cores e raças. Ainda que, gente de pele escura seja minoria, tem muita gente fazendo parte disso e como todo assunto sobre, não dá pra generalizar.

É verdade também que você encontrará corpos atléticos, homens sarados, mulheres de corpos esbeltos. E também irá encontrar gordos, magros, altos, baixos. Pessoas nos seus mais variados formatos que não estão ali pela exposição do corpo, mas de sua arte e de algo muito maior do que isso.

Passeando pelos acampamentos, é possível perceber que os mais organizados e interessantes são compostos por pessoas acima dos 40, 50 anos. São grupos que já foram há várias edições e estão ali pela diversão de entreter as pessoas com uma comida boa, lavando a sua cabeça, oferecendo drinks ou um carona da deep Playa de volta pra casa em um daqueles tapetes voadores.

Foto: Aly Weisman
E para quem diz que não é lugar de criança, também é mentira. Black Rock City possui o Kids Village, que é um acampamento voltado somente para crianças, com voluntários que atuam como babá, revezando nos dias da semana para ficar com as crianças nos momentos em que os pais estão se eventurando pela Playa.

As crianças possuem várias atividades e andam livremente de bicicleta pela cidade. Pelas manhãs, eles passeiam pelos acampamentos oferecendo cookies que eles mesmos cozinharam no Kids Village. Eles jogam, se divertem no trampolim e fazem tours, todos juntos, pela Deep Playa.

O Burning Man é, definitivamente, um ambiente familiar - em todos os sentidos.

EXPERIÊNCIA ÚNICA E INDIVIDUAL

Por fim, eu poderia colocar aqui como foi a minha experiência, mas seria uma verdade provisória, relativa e que cada um absorve de uma maneira diferente. E acredito que seja muito legal respeitar as experiências de cada um.

Por mais que as pessoas decidam ir para Black Rock City com intenções diferentes, não devemos julgar. A não ser que as atitudes dessas pessoas interfiram, de alguma maneira, na segurança e no bem estar de todos, como sugerem os princípios do evento.

Caso você queira ir no próximo ano e precise se conectar com mais pessoas, existem grupos online, no Facebook e outros sites que podem te ajudar.

E sim: já estamos nos preparando para o próximo ano: arte, atividades do camp, festas, encontros no decorrer do ano... Nunca é tarde para transformar os seus sonhos em realidade.

Foto: William Praniski - Brasileiros que ficaram, em 2017, pra limpar a Playa 

BEBA ÁGUA )*(

*Links que consultei para escrever este post:

- 10 Princípios do Burning Man https://burningman.org/culture/philosophical-center/10-principles/
- Guia de sobrevivencia do Burning Man: http://survival.burningman.org/
- Artigo sobre os luxury camps http://www.businessinsider.com/burning-man-camp-vandalized-2016-9
- Relato de um plug n play camp: https://www.reddit.com/r/BurningMan/comments/3k273i/my_friends_were_in_a_plug_n_play_camp/
- Sobre os early passes: https://help.burningman.org/customer/en/portal/articles/2269046-how-do-early-arrival-passes-work-?b_id=13074
- Burner Express: https://burnerexpress.burningman.org/
- Informacoes sobre tickets: http://tickets.burningman.org/

3/28/2017

Depois do papelão da carne, a polícia deveria investigar o vento da batata ruffles


Já estava na hora de uma explicação, não é verdade? E foi só com a força dos consumidores das famosas batatas Ruffles, que a empresa tomou uma atitude, ao ver as criticas na web sobre a quantidade de ar dentro das embalagens. Quem nunca sentiu a sensação de ter pouca batata no pacote?

A arte foi feita em 2012, mas até hoje as pessoas questionam o porquê de tanto ar dentro dos pacotes de batata Ruffles e outros salgadinhos.

Perante aos comentários publicados na rede, a Ruffles poderia fazer como outras empresas, ao ignorar e não responder ou simplesmente apagar os comentários negativos. Mas não, ela optou por fazer um infográfico para explicar o porquê de tanto ar dentro das embalagens da batata Ruffles. O famoso "desenhar pra explicar", sempre ajuda. Salvem a logística.


3/27/2017

Quando me deu preguica do movimento de startups na política

Me deu preguiça do movimento de startups na política quando comecei a presenciar algo que não me representava, que não era autêntico. Ouvia discursos que me chocavam. Ainda mais depois das manifestações de 2013.

Foi só me posicionar sobre o que acontecia na política brasileira, do ponto de vista social, que recebi ataques que chegaram até a mesa de reunião, onde fui chamado de "Petista", "esquerda caviar", "maconheiro". Isso sem ao menos ser filiado de algum partido político.

Beyonce, nos EUA, é chamada de traficante pela Direita ultra conservadora
A forma como as pessoas rotulam as outras só mostra o quanto nos limitamos perante a uma ideia que não concordemos. Se distanciar por conta de uma ideia ruim, entre outras 500 boas que a outra pessoa possa ter, é muita prepotência.

Logo achei que me atacavam pelo fato de ser voluntário e ativista em N projetos no Brasil. Colaborava sem interesse financeiro, dava palestras e acaba viajando o Brasil por conta dos projetos como consultor. O momento de crise política foi propício para que um discurso de ódio ganhasse força, menosprezando o politicamente correto e quebrando os limites do respeito ao próximo.

Em janeiro de 2015, saí de uma depressão profunda, estava no meu ápice, pelo volume de trabalho e precisava de um momento de reflexão pessoal. Abri mão da minha carreira, das oportunidades, e tudo que tinha em São Paulo. Resumi minha vida em duas malas, mudei pros EUA e decidi ficar. Tirei um ano "de folga" de trabalhar na minha área profissional pra sobreviver no subemprego. Assim pude me dedicar no inglês.

Finalmente, depois de meses de processo e muita ansiedade na espera, em janeiro de 2017, voltei a trabalhar com o que amo: conteúdo, para uma das maiores empresas de tecnologia do mundo no coração do Vale do Silício: o Facebook.

Uma das coisas legais daqui do Vale é que, mesmo você sendo funcionário, existe um suporte gigantesco para a diversidade, para que não se perca a criatividade e a inovação, em todos os sentidos. São projetos acontecendo o tempo todo e a postura empreendedora conta muito na hora de fazer as coisas acontecerem, estando dentro ou fora de uma empresa.

Você pode sair do Brasil mas o Brasil não sai de você. Um fato que me consome a cada notícia que leio, todos os dias. E é mais desafiador ainda quando se trabalha acompanhando várias esferas da mídia, enquanto ficamos daqui, atenciosos, pra compreender o que está acontecendo pelo mundo.

E esse "ano sabático" de 2016, foi essencial. Me ajudou a ver o mundo de outra forma, ao conversar com pessoas de outros países, todos os dias. Descobrir que muito do que se venda na mídia tradicional ao redor do mundo, incluindo escândalos políticos, de corrupção, de guerra e conflitos, não se passam de uma grande mentira para movimentar mercados.

Nasci na periferia de São Paulo, SP, filho de pais separados e ambos empreendedores. Aprendi com os dois que para se viver era preciso trabalhar. E trabalhar duro. Mas nunca tive ambição de sair do bairro e nem de me formar em alguma universidade. O mundo era limitado pra quem vivia uma realidade de família humilde.

Meus pais, mãe mineira, cabeleireira e pai paulista-bahiano, motorista de caminhão, me ensinaram muita coisa sobre trabalho. Me deram exemplo, enquando eu vivia entre as duas famílias.

Filho único e com duas famílias, revezava os meus finais de semana entre um salão de beleza lotado de mulheres numa tarde de sábado e outro pelas estradas, viajando com o meu pai. Nunca esqueço de uma madragada em que ele descarregava um caminhão inteiro de areia sozinho porque não tinha ninguém para receber a carga na baixada santista, e ele precisava voltar pra cidade.

Aprendi com eles que o sucesso está no processo, e não no resultado final. Casa, carro, roupas de marca, viagens. Tudo isso é efêmero. O lucro financeiro dá suporte, mas a FIB (Felicidade Interna Bruta), está na alegria do dia a dia. Na construção, no correr atrás dos sonhos. Em pequenas coisas como uma viajem pra praia mais próxima, uma cerveja, uma macarronada de domingo. Estar junto é ter sucesso. E disso eu nunca pude reclamar.

Comecei aos 14, fiz de tudo pra sempre ter o meu dinheiro. E quando iniciei a minha vida profissional em marketing, visitei casas e mansões de alto luxo. Descobri que a alegria nem sempre reina onde se tem muito dinheiro e coisas que se remetem ao sucesso. Neste cenário, percebi que não era representado quando o discurso nos palcos dos eventos de startups e ecommecre seguiam um tom arrogante sobre o sucesso. Os pré-requisitos eram ditados pelas panelas do ecossistema. Se você não fizesse parte desta panela, por não concordar com alguém ou alguma ideia do status-quo, você estaria fora.

E assim aconteceu quando o debate político chegou no empreendedorismo e no e-commerce. Era claro que, na maioria das vezes, ganhar prêmios em vendas, sair em capa de revista, dar entrevista pra TV, conseguir mais likes, seguidores, ser o nome do ano... Tudo isso é legal pro próprio ego da pessoa. Talvez até pro capital financeiro da empresa. Mas e pro ecossistema, como um todo?

Não fazia sentido estar ali jogando confete pra quem é orientado pelo ego, sem propósito e impacto social.

Todo esse oba oba dos eventos aconteceu - e acontece - em torno de um círculo muito pequeno e limitado de pessoas no Brasil. Quem está dentro sabe muito bem do que estou falando. Que, na maioria daz vezes, não incluem e representam o que chamados de empreendedores pelo resto do País.

Ser atacado, rotulado ou ouvir piadas sobre ser um empreendedor de esquerda já foi tenso (por mais que seja centro-esquerda liberal). Mas começou a me dar um bode maior quando um grupo tomou as dores, em nome dos empreendedores, dizendo que o empreendedorismo em si
é um dos motes de uma ideologia política de direita.

Ora bolas. Precisamos desenhar, então, pra poder voltar no passado e entender o que é direita x esquerda.

Se paramos pra estudar a história, podemos descobrir facilmente quem estava na direita nos tempos medievais. E se compararmos com hoje, sabemos quem está por trás dessa figuro: os patrões da sociedade - que não são os pequenos e médios empresários que as pessoas das startups e e-commerce acham que são.

Acreditar que políticos de direita lutam pelos pequenos e médios empresários (plus startups) é uma grande armadilha. O sistema de hoje ~e de ontem~ sempre defendeu os gigantes da economia, os grandes produtores, os BILIONÁRIOS. Jamais, os pequenos/médios empreendedores.

Meu estômago se contorce ainda mais quando vejo alguém, que se diz empresário, apoiando pessoas que são claramente financiadas por corporações bilionárias, entre elas, estrangeiras. Marionetes que se dizem empreendedores de sucesso, dando um show na frente as câmeras, que não passa de um teatro pra iludir a classe empreendedora.

Não estou aqui para julgar e nem dar nome aos bois. Mas, no mínimo, chamar o leitor para uma reflexão: quem investe no seu político? Quais são as parcerias que ele realmente possui enquanto diz que te representa? Seja ele de direita ou de esquerda, a quem ele está beneficiando?

É uma hipocrisia sem tamanho, e histórica, do ecossistema empreendedor brasileiro, adotar um discurso machista, concodar com ideias homofóbicas, ser contrário ao trabalhador (só porque é empresário), desprezar movimentos sociais e das minorias. Falam tanto sobre a inovação e criatividade em seus modelos de negócio, mas esquecem que para que isso exista no ecossitema é preciso apoiar a diversidade.

Ser empresário não te faz ser, obrigatoriamente, uma pessoa de direita. E mesmo que você já tenha chegado no seu primeiro milhão, ainda não será representado por aqueles que prometem a proteção aos "empresários". É preciso abrir os olhos e tentar descobrir quem financia a página no Facebook que você apóia, as personalidades que você segue e confia, as ideias que você acredita, os jornais que você assiste e as revistas que você lê.

Não questionar a si mesmo e se agarrar a uma única ideia só nos faz mais arrogantes e prepotentes.

Neste exato momento vivemos uma guerra midiática, onde é quase que uma obrigação de todos conferir os fatos, analisar as fontes. Quem não se informar, será informado. E facilmente, se tornará um informante, para servir os grandes senhores que lideram o mundo hoje.

Até porque, quando todo mundo acredita em uma grande mentira, ela se torna verdade. E na real, a verdade é relativa. Daqui alguns anos, o choque será o mesmo que tiveram aqueles ao descobrirem que a Terra, na verdade, era redonda e não plana.

O que me resta hoje, frente a essa era meléfica de líderes mundiais indo pra direita, é a esperança. De que os gigantes de tecnologia comecem a mostrar pra sociedade quem está mentindo, quem faz o jogo sujo por espalhar notícias falsas, sensacionalistas e com discurso de ódio - entre elas, no ecossistema empreendedor.

Assim, quem sabe no futuro (que seja bem próximo) possamos descobrir quem controla quem e se, de fato, essas figuras estão em prol dos empresários no País. Só assim para acabar com essa servidão voluntária aos patrões do mundo.

4/29/2016

Agradecimento - 9 anos de blog

Gostaria de agradecer ao leitores que nesses 9 anos de MKTfcus nos acompanham e continuam, mesmo que com poucos textos nos últimos meses, lendo e curtindo posts que foram publicados aqui.


Quando comecei o MKTfocus, em 2007, estava dedicado a escrever artigos sobre o mercado como parte do estudo que realizava na universidade. Achava que seria muito egoísmo da minha parte guardar tudo aquilo que descobríamos sobre o futuro sem compartilhar nada com ninguém.

E falando sobre o futuro, tendências de mercado e comportamento humano, olhando para trás, hoje vemos que muita coisa, de fato, se concretizou.

No mesmo ano, convidei o Fernando Dantas, grande amigo meu e profissional de marketing, que parava durante a semana, à noite, entre trabalho e aulas na universidade para compartilhar o que aprendíamos sobre o mercado.

O começo foi muito motivador. Principalmente em 2009, com o boom dos blogs, nós recebemos um gás de motivação dos leitores que interagiam conosco. Mas com o passar dos anos, começamos a tomar novos rumos, assumir novas responsabilidades, viajar a trabalho e escrever em outros canais.

Também produzi conteúdo para o um projeto de educação empreendedora do Sebrae, o Raio Brasil, em 2010, comecei a escrever para o blog do Laboratorium (2011) onde sou sócio até hoje e para o E-Commerce Brasil, projeto em que trabalhei de 2013 a 2015. Além do trabalho voluntário no time de comunicação do Burning Man Brasil, onde produzi alguns conteúdos para o site da comunidade.

Também tenho um blog pessoal, onde escrevo sobre humanismo, alimentação saudável, política e outros assuntos aleatórios. Somente no último mês, foram mais de 200 mil visualizações em todos os canais. O que me motiva bastante, ao saber que sim, temos o poder de alcançar mais pessoas pela internet do que pela grande mídia (TV, Rádio, Revistas e Jornais).

Nosso foco nunca foi atingir um grande número de seguidores, mas sim, ter uma base de qualidade, com pessoas realmente interessadas nos conteúdos que compartilhamos. E ter um número real de leitores engajados é mais motivador do que ter seguidores fakes que não interagem conosco.

E é disso que precisamos: alcançar mais pessoas com informação de qualidade, com experiências reais e conteúdo que inspira o mercado e pode mudar o rumo de muita coisa.

Mais uma vez: muito, muito obrigado!

Para quem quiser acompanhar o que vem pela frente no MKTfocus, siga a página no Facebook ou o perfil no Twitter e fique por dentro das próximas atualizações.

Abraços
@gustavosanti

3/13/2016

A 3ª Guerra Mundial já Começou: a Guerra da informação

A cada dia fica mais fácil para a maioria da população mundial conseguir enxergar quem são os "senhores" do mercado em pleno século XXI - a burguesia da nova era.

O histórico da humanidade neste planeta, mostra claramente quem já eram os grandes banqueiros e corporatistas que faziam parte deste bote-navio. Viajando para encontrar novas rotas de especiarias para a India e acabaram"conquistando" terras, carregando consigo diversos arranjos de mercado, tratados políticos e militares.


Dentro destes acordos mundiais, no decorrer dos anos (estamos falando aí de 500 anos, ok?), grandes poderios foram re-passados  ligados à famílias tradicionais, políticos, governantes, organizações religiosas e impérios. Essa gente que nunca andou de metrô, trem ou ônibus e pega helicóptero pra atravessar uma cidade que morre por baixo.

Os mesmo que influenciam a criação de legislações que beneficiam grandes empresas, acordos e rotas de especiarias (como a silk road), onde leva ouro, prata, e todo esse fundo obscuro dessas organizações, que ninguém fala sobre, está cada vez mais em evidência.

Mas o mundo mudou e agora as pessoas têm acesso a informação.



"É mais fácil pedir uma pizza ou comprar um sapato pela internet do que votar no candidato correto nesse país. Eu espero que vocês - a indústria de tecnologia e inovação - seja capaz de criar uma maneira de ajudar as pessoas a escolher o candidato correto e votar corretamente." Barack Obama #obamasxsw2016 #obamasxsw #sxsw#sxsw16


E realmente, a industria da tecnologia e inovação tem feito muito nos últimos anos. E mesmo assim não ganha o destaque que merece da mídia. Por que será?

A própria Globo, da família brasileira mais Rica do País, proibiu as empresas anunciantes de divulgarem os perfis nas redes sociais (Facebook, Twitter, etc). Por que? Medo?

Acontece que agora as pessoas possuem um espaço para discussão. Não só no Facebook, mas em toda internet como um todo. Fóruns, aplicativos, celulares, comunidades, redes, etc. O mundo mudou e chegou a hora de repensar todo um governo voltado para os mais Ricos (digo, MUITO ricos $$$$000000.).

Chegou a hora de se levantar. Pensar num mercado de economia criativa, agora a ser orientado para a população (ricos e pobres), para o meio ambiente e bem estar do todo.

Aquecimento Global é verdadeiro sim e parte do Estado de Minas Gerais, já foi vendida para Chineses plantarem Eucaliptos. Uma plantação que devasta a terra e tira a oportunidade de plantar cisas diferentes. Isso tem que acabar.

Não podemos demonizar um mercado de grandes corporações com um todo, já que existem outras grandes empresas com presidentes ligados ao crescimento sustentável, com o bem-estar da população.

É preciso buscar conhecimento, encontrar novas fontes de conteúdo, desligar a Tv Aberta (em qualquer lugar do mundo) e vivenciar nas comunidades a realidade do dia a dia. Essas redes, sim, são muito mais fortes do que as divulgadas pela mídia.

O que vemos hoje, essa onda do "ser do contra", é um desperdício de energia que deve ser gasta sendo A FAVOR.

Como disse meu amigo, Diego Fernandes, "ser a favor do diálogo, das minorias, do controle social do estado, da democracia direta, da participação popular nas decisões, da permacultura, da agricultura familiar e orgânica, dos commodities ambientais, do limite de propriedade de terra, da reforma agrária, do envolvimento, da empatia, da alteridade, da equidade, da inclusão, do passe livre, do direito ao aborto, das cotas para negros, das cotas para transexuais, do imposto sobre grandes fortunas, do imposto sobre veículos náuticos e aéreos, da economia solidária, do compro de quem faz, da redução do consumo, do consumo responsável, do mínimo impacto.


5/19/2015

O que é Flywheel Marketing e como ele ajuda a crescer naturalmente

Aplicar o conceito do flywheel marketing, com uma boa estratégia de conteúdo, pode te ajudar a crescer naturalmente e obter um bom posicionamento no ranking de pesquisas do Google.

Já está claro que SEO é uma obrigação para os profissionais de marketing que atuam com conteúdo online. Não dá mais pra brincar de campanhas online sem ter uma boa estratégia para construir a sua reputação na internet. E é nesse sentido que entra o conceito do flywheel marketing.

Mas o que é Flywheel?


Pense em uma roda propulsora, daquelas em que é difícil de iniciar o primeiro movimento, seja ela uma catraca de bicicleta, uma roda de carro ou a de uma hélice de um grande navio. Começar a rodá-la é difícil, é duro e demora um pouco. Mas ao manter o ritmo, esta roda gira praticamente sozinha, sem muitos esforços.

E é desta forma, como uma boa estratégia de SEO, que você pode aplicar o conceito na construção da reputação online. Com o tempo, você percebe que o conteúdo ganha uma melhor posição no ranking do Google e, com isso, começa a investir em palavras-chave que estejam de acordo com o seu ramo de negócio.

Ao nortear um ramo específico e trabalhar em cima deste conteúdo com SEO, você pode começar uma campanha de Google Ads, para impulsionar os seus resultados. O que ajuda, mas ainda não garante, resultados contínuos no alcance de mais usuários.

Como crescer naturalmente?


Se você tem um site, você deve fazer a distribuição de conteúdo dentro dele, através do link building, aplicando estratégias de SEO com materiais de qualidade que tenham a ver com o seu ramo de atuação. Isso irá melhorar a sua reputação.

Com o tempo, você irá perceber que a sua reputação já está forte, que as pessoas encontram aquele seu conteúdo postado há meses – e até anos – por ter conquistado um bom posicionamento nas pesquisas. Será o momento em que o SEO fica mais fácil. Já que você sabe quais palavras, temas e conteúdos poderá abordar no seu negócio.

Com o seu site aparecendo na primeira página dos resultados do Google, será mais fácil publicar qualquer coisa, já que o alcance é maior. Será a hora em que várias pessoas passarão pela sua “vitrine”. É quando você tem certeza de que qualquer conteúdo que você publicar, muitas pessoas irão ver. Seja um vídeo, um artigo, um e-book para captar mais base de dados ou um novo produto no seu e-commerce. Você escolhe.

Compartilhe conteúdo e ganhe reputação


Fazer a roda girar não está ligado apenas ao trabalho de produzir conteúdo dentro de um site e distribuí-lo no Google com a ajuda do Adwords. É preciso, também, realizar testes em outros canais, como no Twitter e no Facebook. Isso possibilitar que você encontre novos públicos que precisem de algo que o seu negócio pode oferecer.

É quando, de repente, diversas pessoas começam a te seguir no Twitter, pelo fato da própria ferramenta te sugerir como uma pessoa influente que compartilha conteúdos relacionados com amigos. E isso pode ser fantástico para a sua estratégia online.

Automatize para envolver


E mais do que utilizar uma roda em movimento como oportunidade para, apenas, divulgar o que você quiser, é preciso fazê-la girar para manter o seu conteúdo envolvendo as pessoas. É um exercício constante de atualização para que a roda continue gerando resultado.

Neste post nós damos algumas dicas de e-books gratuitos sobre marketing digital e e-commerce

Aplicar o conceito de Flywheel marketing pode ser simples, mas não é fácil. É preciso estar disposto a inovar nos canais e perceber que é possível obter resultados até em campanhas de e-mails. Você ganhará mais assinaturas, suas taxas de abertura irão aumentar e você terá uma entrega maior. Tudo isso pela reputação que construiu em toda a estratégia.

Na teoria, tudo é bonito. Pode parecer fácil aplicar essas estratégias, mas sabemos que nem todos conseguem obter o resultado esperado. Para isso, é preciso estar disposto a arriscar em novos ramos, temas e nichos de mercado sabendo que, em algum momento, você poderá desistir por exaustão.

Ao mesmo tempo em que, algum concorrente seu, pode aplicar o mesmo conceito do Flywheel Marketing e persistir nos testes, mesmo que sem novos ganhos no médio prazo. Até que ele consiga o resultado esperado enquanto você desistiu no meio do caminho. É tudo uma questão de ter disposição para enfrentar fracassos e enxergar oportunidades em novos conteúdos.

E para minimizar as chances de dar errado, é precisar falhar logo, analisar dados e mensurar. O tempo todo. Estar ligado no Analytics dia após dia. Comparando números, fazendo testes e segmentando para obter resultados digitais. Essa visão constante do todo fará com que você encontre novos caminhos, diminuindo custos e obtendo mais conversões no seu marketing online.

*Texto publicado no E-Commerce Brasil

4/30/2015

E-Commerce com foco em resultados

Neste mês estive no Fórum de Marketing Digital do Digitalks em Florianópolis.

Foi um prazer mediar um painel no evento com profissionais que entendem e atuam com maestria no mercado.
Fui abordado para dar uma entrevista no final. E a Digitalks publicou. Confira abaixo:

4/23/2015

Virada Empreendedora de SP terá Arena E-Commerce

A Arena E-Commerce reunirá profissionais do o comércio eletrônico brasileiro na 5ª Edição da Virada em SP econtará com atividades interativas, consultoria e palestras para todos os gostos.

Uma programação voltada especialmente para pequenos e médios varejistas, que atuam no comércio eletrônico brasileiro, o setor que cresce mais do que o PIB do País. Com a curadoria do time E-Commerce Brasil, a arena E-Commerce terá a presença de especialistas do setor, profissionais de internet, empresários e consultores, que irão compartilhar conhecimento em atividades interativas, como no Site Clinic - uma análise de sites ao vivo -,consultoria e palestras sobre os principais temas do e-commerce (operações, usabilidade, mobile e tributação), além de contar com a presença de empreendedores do comércio eletrônico brasileiro em um painel especial.

Programação Arena E-commerce no dia 25/04 – sábado

14h30 às 15h15 – O mercado no bolso e as compras na ponta dos dedos
Arthur Castro: Formado em Administração e Pós-Graduando em Mídias Digitais, com experiência em Engenharia de Custos, Marketing Digital e Inovação, Arthur é atualmente Product Owner Mobile na Dafiti, maior e-commerce de moda da América Latina.

15h30 às 16h15 – Os riscos jurídicos das pequenas lojas virtuais
Marcio Cots: Professor universitário de Direito Digital em MBAs e coordenador do curso Cyberlaw Clinic, FIAP. Mestre em Direito pela FADISP, especialista em Cyberlaw (Direito Cibernético) pela HARVARD LAW SCHOOL – Harvard University – EUA, com extensão universitária em Direito da Tecnologia da Informação, pela FGV-EPGE. Autor de diversos artigos sobre o tema Direito Digital, também é coautor do livro Marco Civil Regulatório da Internet

16h30 E 17h30 – Site Clinic – Análise de lojas virtuais AO VIVO
Tiago Luz: Formado em business pela Saint Mary’s University, com pós graduação em Inteligência Competitiva pela PUC, Tiago Luz é Sócio Diretor da Vtex, consultor em estratégias digitais e palestrante. Reconhecido como um dos maiores especialistas em Search Engine Marketing e Usabilidade.

18h30 às 19h15 - Data Driven Marketing – Mais Vendas e Rentabilidade para o seu e-Commerce
Gerson Ribeiro: Diretor executivo de Inteligência da Vitrio e Professor de Marketing Digital na ESPM. Trabalha há quinze anos no mercado digital e já entregou projetos para Walmart, Coca Cola, Vivo, NET, Itaú, Motorola, entre muitos outros.

19h30 às 20h00 – A necessidade da inovação permanente no e-commerce
Marcelo Pimenta: Jornalista, profissional de marketing e inovação, consultor, empresário, professor. Especialista em Marketing pela ESPM e Mestre em Planejamento Estratégico pela UCES. Sócio fundador da Conectt. Criador do Laboratorium – Laboratório de Projetos Inovadores. Coordenador do E-book colaborativo “Ferramentas Visuais para Estrategistas” (2012). Professor de “Gestão da Inovação” no MBA de Marketing Digital e de “Design Thinking” no MBA em Gestão de Mercados da ESPM (Escola Superior de Propaganda eMarketing).

20h00 às 21h00 – Painel Inovação no Varejo Online
Cintia Tominaga: Paulista, 33 anos. Publicitária formada pela ESPM, com pós em Gestão de Luxo na Itália. 10 anos de carreira no setor de moda, tenho passado por grandes marcas (C&A, Seiki, Tufi Duek) em operações, marketingecomercial. Fundou a Ballerini em 2013, onde cuida de gestão e comunicação.

Natalia Macedo: Brasiliense, 30 anos. Publicitária formada pela UNICEUB. 7 anos de carreira no setor de moda, com passagens pela Hering, C&A e Caedu, sempre na área de marketing. Fundou a Ballerini em 2013, onde é responsável pela área de produto.

Priscila Biella: Fundadora do e-commerceBiellíssima, loja virtual focada em lingeries, biquínis e acessórios sofisticados para mulheres. É Jornalista, pós-graduada em Comunicação Corporativa e com MBA em Marketing pela ESPM. Por mais de 10 anos atuou no mercado corporativo, nas áreas de comunicação emarketing, desenvolvendo soluções criativas para construção e consolidação de imagem de marca, especialmente no ambiente digital.

Tainá Barrionuevo: CEO & Founder da PhD – A Primeira Galeria de Arte Para Vestir do Mundo. (www.phdgaleria.com) Formada em Negócios da Moda e com MBA em Gestão e Estratégias de Comércio Eletrônico, trabalhou como gerente de e-commerce e consultora de desenvolvimento de lojas virtuais durante 7 anos. Fundou a PhD dentro da Aceleradora de Startups Aceleratech (turma 1) em 2013. Criou o curso livre “Moda e E-Commerce” para o SENAC onde leciona há dois anos.

A Virada Empreendedora de São Paulo acontecerá nos dias 25 e 26 de abril de 2015, na FGV em São Paulo, em 24 horas ininterruptas, com 8 arenas acontecendo simultaneamente com palestras, painéis, atividades, Pitchfightsemuito networking. A madrugada também será recheada de atividades empreendedoras.

SERVIÇO
Evento: V Virada Empreendedora de São Paulo – “Empreenda, mude o Brasil”
LOCAL: Fundação Getúlio Vargas – rua Itapeva 432 (próximo ao metrô Trianon-Masp)
HORÁRIO: das 14h00 do dia 25 de abril às 14h00 do dia 26 de abril de 2015.
INSCRIÇÕES: http://bit.ly/ingressosVE

KING’S DAY SP


MAIOR FESTA AO AR LIVRE DE AMSTERDAM TRAZ LABORATÓRIO DE CRIATIVIDADE HOLANDÊSA AO MIS-SP

“Dia do Rei”, principal festa ao ar livre da Holanda e que reúne milhões de pessoas em Amsterdã, chega a São Paulo em evento com palestras sobre inovação promovido pela THNK, Escola de Liderança Criativa de Amsterdã e pelo Consulado Geral da Holanda no Brasil, com o apoio da Heineken.

Principal festa ao ar livre da Holanda, considerada uma das cinco nações do Ranking Global de Inovação do BCG (Boston Consulting Group), o King’s Day em São Paulo vai promover um laboratório de inovação só para convidados, em sua primeira edição neste sábado, 25 de abril, a partir das 16h no MIS-SP.

Oferecido pelo Consulado Geral da Holanda no Brasil e pela THNK, Escola de Liderança Criativa de Amsterdã, que vai realizar neste ano seu primeiro programa para executivos, líderes corporativos e empreendedores em São Paulo, o King’s Day São Paulo vai reunir especialistas em criatividade em um laboratório de inovação com representantes de algumas das principais empresas holandesas, reconhecidas por seu alto grau de inovação, como KLM (German Carmona), PHILIPS (Fabricio Guimarães), Heineken e Raízen, além da THNK e da Embaixada da Holanda no Brasil.

Conhecido por reunir a cada ano milhões de pessoas em eventos gratuitos por todo o país, principalmente em sua capital Amsterdã, com apoio da Heineken, o King’s Day em SP será dividido em dois eventos gratuitos que darão início às comemorações. Depois do Laboraório de Inovação no MIS, a partir das 17h, até as 22h, o evento transforma-se em uma grande festa, trazendo toda a energia e
o espírito que anima cidade de Amsterdã para São Paulo com muita música, gastronomia, ações de livepainting e video mapping no Centro Cultural Rio Verde.

“Amsterdã é uma das cidades mais apaixonantes do mundo e decidimos trazer a festa pública mais incrível que já participamos para criar uma conexão direta com o espírito que a cidade de São Paulo está vivendo agora, de ocupação do espaço público, ciclovias e arte urbana por todos os lados. São Paulo e Amsterdã são mais parecidas do que a gente imagina e nesse dia serão uma só.” conta Lucas Foster, responsável pelo King’s Day São Paulo e fundador da ProjectHub que, ao lado da Polifonia, é a responsável pela vinda da THNK ao Brasil. “A ideia do evento é trazer ao Brasil não só a cultura da Holanda, mas a verve de empreendedorismo e criatividade que eles historicamente possuem, e tentar compartilhar com os paulistanos, como o país chegou ao top 5 do Ranking Global de Inovação”, explica Lucas Foster.

Confira, abaixo, a programação de palestrantes:

Daniela Cachich (HEINEKEN)
German Carmona (KLM)
Carsten Schirra (PHILIPS
Rogier Van Tooren (Consulado Geral da Holanda)
Lucas Foster (THNK/ProjectHub)
Daniel Gurgel (THNK/Polifonia)

LABORATÓRIO DE CRIAÇÃO - KING’S DAY NO BRASIL @ MIS
Quando: 25 de abril, das 17h às 22h
Local: Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS) - Avenida Europa, 158 - Jardim Europa, São Paulo - SP
Informações: https://www.facebook.com/events/1586103294997310/

1/30/2015

Zappos aposta em uma loja pop-up com "corredores infinitos"


EXPERIÊNCIA DO VAREJO FÍSICO PARA O DIGITAL - PHYGITAL

Em uma ação ousada realizada pela Zappos na cidade de Las Vegas os consumidores tiveram uma experiência realmente fora da caixa - e dentro dos corredores - ao passear pela loja Pop-Up 24 horas.

A loja foi aberta em um espaço de mais ou menos 6.000 mil metros quadrados, incluindo corredores infinitos que passavam por diversos departamentos, todos customizados como sem fossem lojas diferentes, proporcionando uma sensação de estar em um shopping.

Entre os corredores, os clientes podiam encontrar artigos de vestuário masculino, feminino, infantil, fitness, acessórios e uma grande linha de produtos com a assinatura Zappos: os sapatos. Sendo que o principal departamento da loja, o de sapatos, ficou no fundo da loja, fazendo com que os visitantes passeassem por todos os ambientes.


Mesmo com a loja aberta durante 24 horas no local, a equipe necessária para realizar o atendimento aos clientes era mínima, já que a tecnologia disponível nos departamentos os ajudavam a encontrar os produtos da loja no online, escolher opções de tamanho e cor e finalizar a compra na internet, recebendo o produto em sua casa um dia após a compra, de graça.

Mesmo com pouco funcionários, os clientes podiam solicitar a ajuda de um deles dentro da loja, utilizando Beacons. Além de um sistemas POS mobile que permitiram que os compradores pudessem conferir a mercadoria física no digital.

Fora isso, o espaço também contou com a tecnologia de realidade virtual fornecida pela empresa OrderWithMe, onde podiam, ao lado de um único item, visualizar diversos pares de sapatos passando em 3 paredes a sua frente. E, pelo toque das mãos, podia pegar o item escolhido e jogar dentro da cesta de compras.

Confira abaixo o vídeo da Pop-Up store:

1/22/2015

P de Propósito. P de Pessoas!


Pertencimento, mudança no papel do líder e foco na sociedade são as chaves para o sucesso das empresas na busca pelos novos talentos

A 4ª edição da pesquisa Millennial Survey, elaborada pela Deloitte, destaca a importância de empresas em todo o mundo repensarem as estratégias para reter e atrair novos talentos

Dar um propósito maior ao trabalho. É este o recado transmitido pelos jovens nascidos após 1982 e que compõem a geração “Millennial”, também conhecida como “Geração Y”. Esta forma de criar um propósito mais amplo ao trabalho vem do apontamento feito pela maioria dos participantes (75% pela amostra global e 83% pela brasileira) que afirma a necessidade das empresas em se empenharem mais pelo todo – com ações e esforços com resultados mais amplos a toda a sociedade e não apenas concentrados em seus próprios negócios.

Este é um dos principais resultados da 4ª edição da pesquisa “Millennial Survey”, organizada pela Deloitte, uma das maiores consultorias e auditorias do mundo, em parceria com a Millward Brown. Mais de 7.800 profissionais ao redor do planeta (sendo 300 do Brasil), nascidos depois de 1982, já graduados e que atuam em empresas com mais de 100 funcionários participaram da nova edição.

O estudo mostra também o que esses jovens esperam das organizações, dos governos e do ambiente de trabalho no futuro e as conclusões sugerem que as empresas vão precisar realizar mudanças significativas para atrair e manter a força de trabalho futura. Apenas 28% dos Millennials sentem que a sua organização faz uso pleno de suas habilidades. O Brasil acompanha essa tendência, já que 27% dos seus 300 participantes concordam com essa afirmação. Considerando a América Latina como um todo, incluindo o Brasil, esse número é de 24%, dentre os 1.725 respondentes. "A mensagem é clara: quando eles olham para seus objetivos em relação a sua carreira, os Millennials estão tão interessados em como uma corporação contribui para a sociedade quanto em quais são os seus produtos e lucros”, aponta Barry Salzberg, CEO Global da Deloitte.

Ao tratar do desenvolvimento de sua carreira, mais da metade dos Millennials (53%) aspira ocupar o cargo de CEO ou líder da empresa em que trabalha. No cenário brasileiro e na América Latina, essa aspiração ganha ainda mais força, com 64% e 62% respectivamente. O dado geral e o dos mercados considerados emergentes, incluindo o cenário latino-americano, diferem quando comparamos apenas com os mercados já desenvolvidos, em que apenas 38% almejam cargos de liderança.

Mais informações e dados da pesquisa neste link.

1/15/2015

Insights para o varejo por Ricardo Nunes da Ricardo Eletro


A Ricardo Eletro é uma gigante varejista de loja física que também atua no e-commerce, fechando um faturamento de 10 bilhões em 2013.

O Ricardo Nunes conta a sua experiência e fala da sua confiança na equipe que atua no online.

Ricardo é uma peça em pessoa. Animado, com uma história incrível, enfrentou desafios e prosperou. A palestra dele é uma aula e vale frisar os higlights:

- Ousadia: uma placa gigante escrito "cobrimos qualquer oferta" - Tem como vender barato se tiver estratégia. O que não pode é perder dinheiro.

- Varejo físico tem que gostar de gente. Tem que sentir o cheiro do cliente.

- O pensamento do cliente é ".com" ou não é ".com"?

- Não ter vergonha de trabalhar, Lavar chão, pintar chão de loja...

- No lugar de mandar, tem que fazer junto #Liderança

- Fique longe do negativismo. Acredite no impossível e evite pessoas pessimistas.

- Ninguém dá nada pra ninguém. A vida é uma troca.

- Dar muito e receber pouco. Porque as pessoas querem dar pouco e receber muito.

- Quem tem sucesso é quem dá conta de apanhar. Quem tem couro duro.

- Entenda do seu negócio mais do que todo mundo.

- O que o consumidor está pensando?

- Foco é tudo. Não seja "Maria Vai com a outras"

- Nós lidamos com gente. Precisamos cuidar das pessoas, depois dos processos.

- Humildade não é ser tolo, é tratar as pessoas bem. A vaidade quebra o profissional.

- Abordagem: em 2 minutos você precisa saber o que o cliente quer.

- A gente precisa voltar a ser vendedor de sapato: pegar nos pés do cliente.

Assista a palestra inteira abaixo:

1/13/2015

De volta

Já se passaram 2 anos usando mais o wordpress e envolvido em outros projetos que acabei deixando de publicar aqui, mesmo com um aperto no peito por saber que o MKTfocus no blogspot foi o começo de toda essa história de relatar os insights de mercado. E isso não pode ficar pra trás.

Nesse meio tempo não parei de escrever. Colaborei para os blogs do Laboratorium e E-Commerce Brasil, com conteúdos voltados para o empreendedorismo e comércio eletrônico. Um aprendizado gigantesco com pessoas extremamente capacitadas sobre os assuntos.

E ter pessoas boas, entusiasmadas e realmente comprometidas com o que fazem no mercado é uma grande boa sorte. Se você tem, agradeça por isso e preste atenção no melhor que cada um pode te oferecer.

Aprendi tanta coisa bacana que a minha gratidão pelas pessoas que estiveram conectadas de alguma maneira é imensa. Trabalhar com marketing de conteúdo (o que é um prazer por estudar a cada dia) te faz acompanhar de perto o que acontece no mundo dos negócios. Seja nos eventos, cursos, workshops e palestras, o aprendizado é sempre muito grande e valioso.

Conheci empreendedores com brilho nos olhos, com entusiasmo no que fazem. Sejam eles varejistas ou pessoas que oferecem soluções para o mercado eletrônico, empresas consolidadas e startups inovadoras.

Espero que agora, em 2015, eu possa compartilhar um pouco do que aprendi a cada semana aqui com vocês.

Um forte abraço.

Sobre ser simples


Voltando ao blogspot depois de alguns testes com o blog no wordpress, pelo fato de não ser tão simples, como vínhamos fazendo aqui no Blogger desde 2007.

O primeiro post de 2015 é focado neste tema: simplicidade.

Se você quer atuar em um mercado competitivo, terá que entregar resultados. E mais do que entregar, fazer com qualidade. Mas também não pode perder dias de processos burocráticos para entregar algo de valor.

Ambientes onde a organização é extremamente vertical, que exigem repasses e autorizações entre uma equipe multidisciplinar cheias de cargos inflados por egos, dificultam muito este processo.

Um mero exemplo deste caso é a criação de uma arte pelo design. Que segue um processo mais ou menos assim:
- O cliente solicita uma publicação imediata;
- O atendimento repassa isso para a criação;
- O planejamento pensa na ideia e passa o brienfing para a criação;
- Os designers, no seu tempo enrolado, se viram nos 30 e fazem 3 versões da arte;
- As versões são rejeitadas pelo planejamento e os designers devem fazer alterações;
- A arte é aprovada pelo planejamento e segue para o atendimento;
- O atendimento apresenta para o cliente;
- O cliente rejeita (volte 7 casas);
- O cliente aprova e todos vivem estressados para sempre.

Ora bolas! Por que diachos a criação não foi junto na reunião?

Por que o designer não pode falar direto com o cliente?

Por que não estreitamos os laços para aprimorar o nosso relacionamento com os clientes e fornecedores a fim de entregar tudo em dia?

Em tempos de imediatismo, não dá pra gastar tempo com a síndrome do pequeno poder. Queremos resolver as coisas o mais rápido possível e com a qualidade que merece cada job.

Em um curso que participei na General Assembly, escutei uma frase da Julie Zow que não sai da minha cabeça: "Small is the new big". E é nesse sentido que tenho atuado em meus projetos, sejam eles pessoais, no Laboratorium e no E-Commerce Brasil.

Os desafios são grandes, não é fácil atuar com outras pessoas. Mas é aí que está o grande segredo: o sucesso está no processo e não no resultado final.

Estar atento a cada detalhe a fim de encurtar caminhos e quebrar a burrocracia das empresas é um dom pra quem deixa o ego de lado e abaixa a cabeça ao aceitar novas ideias no meio do caminho.

Pensar simples é pensar refinado. É mais do que ter ou estar, é uma questão de SER.

9/09/2013

Centro de Inovação e Criatividade da ESPM apresenta cases de sucesso

Em sua terceira edição, o Laboratório de Startups mostra como obter êxito ao lançar um empreendimento e reúne exemplos de empresas bem-sucedidas que participaram do curso

Os alunos que estiveram presentes nas duas primeiras edições do curso Laboratório de Startups – intensivo, oferecido pelo Centro de Inovação e Criatividade da ESPM – CIC/ESPM tinham sempre as mesmas dúvidas: será que o negócio vai dar certo? Como começar? Como reduzir as incertezas sobre as perspectivas do empreendimento? Como conseguir investimento? Qual é o melhor caminho para conseguir o sócio certo?

Todas estas perguntas são respondidas durante as aulas. Os alunos têm uma semana de contato com ferramentas e metodologias que ajudam na criação de startups, desenvolvimento de clientes, validação de hipóteses, prototipação, modelagem de negócios, mentoria e outros temas que envolvem o caminho do empreendedorismo. No último dia de aula, todos têm a oportunidade de apresentar seus negócios para uma banca de investidores formada por representantes da Anjos do Brasil, Aceleratech, Fundo Pitanga e Neue Labs.

O aluno Rodrigo Caldeira, hoje CEO da Roverpix, chegou com uma grande ideia, mas não sabia como coloca-la em prática: criar um sistema que permita aos fotógrafos, amadores e freelancers, explorarem a fotografia de turismo.

“O embrião deste projeto surgiu em Paris, na minha lua-de-mel. Queríamos um fotógrafo profissional para tirar fotos nossas, mas como achar isso em Paris? E quanto custaria?”, explica. Caldeira conta que após o curso do CIC/ESPM, algumas experiências foram realizadas e descobriu-se um grande mercado de fotografia de turismo dentro de parques e resorts do Brasil e do Mundo. “Hoje, com o sistema pronto, estamos aptos a fechar parcerias com as maiores operações de fotografia da América do Sul”, comemora.

“Durante o passeio, o turista contrata os serviços de um fotógrafo profissional, em qualquer lugar do mundo, que disponibilizará os arquivos no nosso site. Quando já estiver de volta à sua casa, as pessoas compram as imagens que quiserem. Não há mais aquela preocupação em perder as fotos ou a máquina”, finaliza.

Vale ressaltar que, com este serviço, a Roverpix melhora a vida de fotógrafos em todo mundo, uma vez que oferece a todos uma grande oportunidade de aumentar seus rendimentos.

O aluno Romeu Bozzo Jr., CEO da 289Par, também chegou à ESPM com muitas dúvidas e um objetivo: investir em novos processos e tecnologias para o crescimento de uma das empresas do portfólio, a Z4 Executive Search, uma Consultoria de Recrutamento & Seleção de Executivos.

“A 289Par é uma empresa de participação e private equity, e seu modelo foi desenvolvido após eu ter participado do ‘Laboratório de Startups’, do CIC/ESPM. O Curso foi importante para avaliarmos nosso negócio pela visão do cliente, do mercado, e não mais exclusivamente pelas nossas análises e experiências. Foi fundamental em novos alinhamentos e até mesmo para a cultura de todas as nossas empresas e futuros projetos”, conta Bozzo Jr..

Para Guto Griecco, coordenador do Centro de Criatividade e Inovação da ESPM-SP, o curso oferece a vivência de como estruturar e viabilizar ideias inovadoras, conhecendo práticas que reduzem a incerteza e aumentam a chance de sucesso no planejamento e operação de novos negócios.

Da mesma forma que aconteceu com os alunos Caldeira e Bozzo Jr., o CIC/ESPM espera, em breve, apresentar novos cases de sucesso de alunos que serão orientados na terceira edição do Laboratório de Startups – intensivo.

Voltado para empresários e empreendedores que possuem uma ideia de negócio ou um projeto em fase inicial, o curso é ministrado e organizado pelo professor Marcelo Pimenta, jornalista, profissional de marketing, consultor e empresário com 20 anos de experiência, tendo sido um dos pioneiros do empreendedorismo digital no Brasil. Para tratar de temas específicos durante o curso são professores convidados: Nei Grando, autor do livro Empreendedorismo Digital; Diego Remus, editor-chefe do Startupi; Gustavo Santi,Sócio do Laboratorium; e Viviane Vilela, Diretora Geral do E-commerce Brasil.


Informações:
Curso: Laboratório de Startups – intensivo
Período das aulas: de 14 a 19 de outubro, de segunda a sábado
Horário: das 18h30 às 22h30 (segunda a sexta) e das 9h às 17h30 (sábado)
Local: Campus ESPM – Rua Dr. Álvaro Alvim, 123 – Vila Mariana – São Paulo/SP
Inscrições: www.espm.br/cic
Mais informações: (11) 5085-4600 ou centralinfo@espm.br

Alegria e colaboração são marca do Laboratório de Startups desde sua 1a edição